Desde Abril

Os estudos por trás do jogo

Atualizado a 23 de outubro de 2026

O Desde Abril parte do Portugal real de 1974, com séries do Banco Mundial, da Comissão Europeia, da OCDE e do INE. Cada decisão tua muda os números pelo efeito medido em estudos publicados. Aqui estão os 126 efeitos que o jogo usa, com as fontes.

58 têm o número lido no próprio estudo. 22 vêm de uma fonte secundária fiável que cita o estudo. Em 46, a direção e a ordem de grandeza vêm da evidência, mas a conversão para os indicadores do jogo é uma escolha nossa. O modo realista usa o valor central de cada intervalo; o modo otimista usa, em vários efeitos, o extremo mais favorável.

Saúde

Mais 10% de despesa em saúde per capita associa-se a +3 a 4 meses de esperança de vida nos países da OCDE (3,5 meses na estimativa de 2017). O modo como se gasta conta tanto quanto o montante.

No jogo: 0,29 anos de esperança de vida por +10% de despesa em saúde per capita (os estudos vão de 0,25 a 0,33).

Rendimentos decrescentes: o efeito é maior quando a despesa de partida é baixa (Portugal em 1974). Eficiência do sistema multiplica o efeito.

Número de fonte secundária

Mais 10% de rendimento associa-se a +2,2 meses de esperança de vida nos países da OCDE.

No jogo: 0,18 anos de esperança de vida por +10% de rendimento per capita (os estudos vão de 0,15 a 0,22).

Canal indireto: o crescimento económico também melhora a saúde.

Número de fonte secundária

Estados Unidos, 1965-1974: os primeiros centros de saúde comunitários baixaram a mortalidade das pessoas com 50 anos ou mais em cerca de 2% em dez anos, a um custo muito inferior ao de outras políticas de saúde.

No jogo: 0,3 anos de esperança de vida por unidade de ln(capital público) (os estudos vão de 0,1 a 0,6).

Conversão: uma descida de 2% na mortalidade depois dos 50 anos dá cerca de 0,2 anos de esperança de vida. O jogo trata ter um centro de saúde em cada concelho como duplicar essa rede (ln 2 = 0,69), o que dá 0,3. A despesa corrente em saúde tem o seu próprio efeito, à parte.

Conversão nossa, a afinar

No Massachusetts de 1880 a 1920, as terras que ganharam ao mesmo tempo água limpa e esgotos viram a mortalidade das crianças até aos 5 anos cair 26,6 pontos logarítmicos (cerca de 23%). Cada uma sozinha dava cerca de 12 pontos; juntas valem mais do que a soma.

No jogo: 0,27 queda do logaritmo da mortalidade infantil quando uma casa passa a ter água canalizada e esgotos (os estudos vão de 0,12 a 0,46).

O mínimo é o efeito de uma só rede. O máximo é a queda medida em 13 cidades dos EUA de 1900 a 1936 (Cutler e Miller, 2005, citado por Alsan e Goldin). Na esperança de vida, cada bebé que não morre conta com a esperança de vida desse ano.

Número verificado no estudo

Depois de Portugal descriminalizar o consumo em 2001, as mortes ligadas à droga caíram a partir do pico de 369 em 1999, os novos casos de VIH entre consumidores passaram de 907 em 2000 para 267 em 2008, e os presos por crimes ligados à droga (cometidos sob o efeito ou para pagar o consumo) passaram de 44% para 21% da população prisional entre 1999 e 2008. O consumo não disparou.

No jogo: 0,05 anos de esperança de vida perdidos se o consumo continuar a ser crime (os estudos vão de 0 a 0,1).

Os autores atribuem parte da queda ao alargamento do tratamento, que veio com a lei, e não só à descriminalização; Espanha e Itália também desceram. Por isso o mínimo é zero. As mortes foram 369, 318, 280 e 156 de 1999 a 2002 (EMCDDA, definição nacional), mas só uma parte se deve à política: no controlo sintético de Félix, Portugal e Tavares, a descida é de 3,4% por ano e não significativa, cerca de 60 mortes por ano ao fim de 5 anos, ou 0,02 anos de esperança de vida (com 40 anos de vida perdidos por morte e 115 mil nascimentos por ano: conta do jogo). O resto do valor central vem do VIH (de 907 para 267 casos novos por ano): um terço da queda e 10 a 20 anos perdidos por infeção são escolhas do jogo, 0,02 a 0,04 anos.

Conversão nossa, a afinar

Meta-análise de 45 estudos: depois das leis que proíbem fumar em espaços fechados, os internamentos por doença coronária caem 15% (RR 0,848), os AVC 16% (RR 0,840) e as doenças respiratórias 24% (RR 0,760). Quanto mais completa a lei, maior a queda. Em Portugal, depois da lei de 2008 (com exceções), os internamentos por síndrome coronária aguda caíram 5,8%.

No jogo: 0,1 anos de esperança de vida com a proibição total (os estudos vão de 0,05 a 0,2).

A conversão é nossa: as doenças coronárias são cerca de um décimo das mortes e o estudo mede internamentos, não mortes. A lei portuguesa de 2008 conta como metade de uma proibição total.

Conversão nossa, a afinar

Meta-análise de 50 estudos e 340 estimativas: duplicar o imposto sobre o álcool reduz em média 35% a mortalidade ligada ao álcool, 11% as mortes na estrada e 2% a violência.

No jogo: 0,15 anos de esperança de vida ao duplicar o imposto, incluindo o vinho (os estudos vão de 0,05 a 0,3).

A conversão é nossa: as mortes atribuíveis ao álcool são uma parte pequena do total. Em Portugal o vinho paga taxa zero de imposto sobre o álcool, por isso a subida é grande.

Conversão nossa, a afinar

A rede de radares automáticos lançada em França em novembro de 2003 reduziu 19,7% as mortes e os acidentes com feridos; nos motociclistas, 39%.

No jogo: 0,08 anos de esperança de vida (os estudos vão de 0,03 a 0,2).

A conversão é nossa: os mortos na estrada são uma parte pequena das mortes, mas morrem novos. O efeito valia mais nos anos 80 e 90, quando Portugal tinha muito mais mortos na estrada. A rede portuguesa (SINCRO) começou em 2016.

Conversão nossa, a afinar

Na Dinamarca, a proibição de 2004 baixou a mortalidade cardiovascular em cerca de 14,2 mortes por 100 mil habitantes por ano nos três anos seguintes, face a um grupo de países de controlo semelhante (controlo sintético).

No jogo: 0,07 anos de esperança de vida (os estudos vão de 0,03 a 0,15).

A conversão é nossa: 14 mortes em cerca de mil por 100 mil habitantes por ano são ~1,4% das mortes, quase todas em idades avançadas. Portugal ficou com o limite europeu a partir de abril de 2021.

Conversão nossa, a afinar

Na Alemanha, cada ano sem as centrais nucleares fechadas custou mais de 1100 mortes pela poluição do ar das centrais a carvão que as substituíram.

No jogo: 0,02 anos de esperança de vida com 1000 MW (os estudos vão de 0,01 a 0,05).

A conversão é nossa, escalada para a dimensão de uma central em Portugal.

Conversão nossa, a afinar

Pagar ao usar reduz o uso de cuidados de saúde; em média sem efeito na saúde, mas com perdas nos mais pobres e doentes (tensão arterial, visão). Mais 10 p.p. de despesa paga do bolso associam-se a mais de 34 mortes de adultos por 1000.

No jogo: 0,5 fração do efeito normal da despesa em saúde na esperança de vida (os estudos vão de 0 a 1).

No jogo: o SNS com taxas e convenções corta 10% da despesa pública em saúde do jogador, e só metade desse corte conta para a esperança de vida. O RAND poupou 20% a 30% com copagamentos muito maiores do que taxas moderadoras; os 10% e a metade são escolhas do jogo.

Conversão nossa, a afinar

Educação

Um aumento de 10% na despesa por aluno, mantido durante os 12 anos de escolaridade, dá +0,31 anos de escolaridade completa e salários ~7% mais altos (EUA, reformas do financiamento escolar).

No jogo: 0,31 anos de escolaridade por +10% de despesa por aluno, mantida 12 anos (os estudos vão de 0,15 a 0,46).

O máximo (0,46) é o efeito em alunos de famílias pobres. O mínimo é uma redução prudente por o estudo ser dos EUA.

Número verificado no estudo

12 países europeus: nos alunos da parte de baixo da distribuição, cada ano adicional de escolaridade obrigatória traduz-se em 0,3 a 0,4 anos de escolaridade efetiva; no resto da população, 0,1 ou menos. A escolaridade adicional reduz a desigualdade salarial.

No jogo: 0,2 anos de escolaridade efetiva por cada ano adicional de escolaridade obrigatória (média da coorte) (os estudos vão de 0,1 a 0,4).

Precisa de capacidade do sistema de ensino (escolas, professores): custo orçamental. Portugal alargou a obrigatoriedade para 9 anos em 1986 e para 12 anos em 2009.

Número verificado no estudo

Os emigrantes jovens têm, em média, bem mais escolaridade do que a população que fica: em estudos recentes, mais de um quarto tem curso superior, enquanto entre os emigrantes mais velhos predomina o ensino básico.

No jogo: 0,25 parte dos emigrantes jovens com ensino superior (os estudos vão de 0,11 a 0,3).

Usado para converter a emigração em perda de talento (diplomados e escolaridade média).

Número de fonte secundária

Indonésia, 1973-1979: o programa INPRES construiu mais de 61 000 escolas primárias (duas por cada 1 000 crianças), o que duplicou o número de escolas. Cada escola por 1 000 crianças deu 0,12 a 0,19 anos de escolaridade às gerações expostas. Uma reanálise de 2022 conclui que o efeito nos salários é robusto, mas o efeito nos anos de escola não.

No jogo: 0,45 anos de escolaridade das novas gerações por unidade de ln(capital público) (os estudos vão de 0,1 a 0,55).

Conversão: duplicar as escolas (ln 2 = 0,69) deu 0,24 a 0,38 anos, ou seja 0,35 a 0,55 por unidade de ln. O jogo assume que o investimento a mais se reparte como o stock existente, com as escolas na mesma proporção. O mínimo reflete a reanálise de Roodman.

Conversão nossa, a afinar

Na Suécia, os rapazes que cresceram com menos chumbo no ar (abaixo do limiar) tiveram mais 4% de probabilidade de acabar o secundário e rendimentos 4% mais altos.

No jogo: 0,05 anos de escolaridade das gerações que crescem sem chumbo (os estudos vão de 0,02 a 0,1).

A conversão é nossa: 4% mais diplomados do secundário, em cerca de metade das crianças expostas acima do limiar.

Conversão nossa, a afinar

Na Noruega, a expansão do pré-escolar a partir de 1975 deu 0,35 anos de escolaridade a mais por cada vaga criada, quase 6 pontos a menos de abandono do secundário e quase 7 pontos a mais de entrada no superior. No Quebeque, uma expansão rápida, barata e de pouca qualidade (1997) deixou as crianças pior em comportamento e saúde.

No jogo: 0,21 anos de escolaridade por criança que passa a frequentar (os estudos vão de 0,1 a 0,35).

O central aplica 60% do efeito norueguês, porque a qualidade e o contexto contam (o caso do Quebeque). A cobertura real de Portugal vem do Banco Mundial: 8,5% em 1974, 51% em 1991, 99% em 2020.

Conversão nossa, a afinar

No México, o Progresa (experiência aleatória por comunidade, 1997) deu mais 0,66 anos de escolaridade aos filhos das famílias abrangidas, sobre uma base de 6,8 anos.

No jogo: 0,07 anos de escolaridade das novas gerações (os estudos vão de 0,03 a 0,13).

A conversão é nossa: o efeito do México vezes cerca de um quinto de famílias pobres, e metade disso, porque em Portugal a frequência escolar já era mais alta.

Conversão nossa, a afinar

Chumbar alunos abaixo de um nível mínimo em Chicago (1996): no 8.º ano, chumbar "increases the likelihood that a student will drop out by roughly 8 percentage points, or 14 percent".

No jogo: -0,05 anos de escolaridade das gerações novas (os estudos vão de 0 a -0,15).

Custo de 0,1% do PIB por ano com os anos repetidos (conversão nossa).

Número verificado no estudo

Crescimento e produtividade

O retorno privado médio de mais um ano de escolaridade é ~9% ao ano, estável ao longo de décadas (1.120 estimativas, 139 países, 1950-2014). Os retornos sociais no secundário e superior ficam acima de 10%.

No jogo: 0,07 aumento proporcional da produtividade por +1 ano médio de escolaridade da população ativa (os estudos vão de 0,04 a 0,09).

9% é o retorno privado (salário individual). Para o efeito agregado no jogo usa-se um intervalo abaixo, porque parte do retorno individual é sinalização e não produtividade.

Conversão nossa, a afinar

Mais 1 desvio-padrão nos resultados de testes internacionais (100 pontos PISA) associa-se a crescimento anual 1,86 p.p. mais alto ao longo de 40 anos.

No jogo: 1 p.p. de crescimento anual por +1 desvio-padrão de competências (os estudos vão de 0,5 a 1,86).

Para uma fase posterior do jogo (exige modelar a qualidade do ensino, não só a quantidade). Intervalo prudente abaixo do valor dos autores.

Número de fonte secundária

Nas economias avançadas, +1 p.p. do PIB em investimento público aumenta o produto em 0,4% no próprio ano e 1,5% ao fim de 4 anos. O efeito é maior com folga na economia, investimento eficiente e financiamento por dívida.

No jogo: 1,5 % de PIB ao fim de 4 anos por +1 p.p. do PIB de investimento público (0,4% no ano 0) (os estudos vão de 0 a 2).

Mínimo perto de zero quando a eficiência do investimento é baixa ou a economia está em pleno emprego. Financiamento por dívida aumenta a dívida pública.

Número verificado no estudo

Meta-análise de 578 estimativas em 68 estudos: a elasticidade do produto face ao stock de capital público é de 0,083 a curto prazo e de 0,122 a longo prazo. Em infraestruturas essenciais a nível regional, as estimativas quase duplicam. Em Portugal, o investimento público em transportes puxa o investimento privado e o emprego.

No jogo: 0,12 elasticidade do produto face ao stock de capital público (os estudos vão de 0,08 a 0,2).

Em logaritmo: o mesmo investimento rende mais quando o país tem poucas infraestruturas. A forma exata dos retornos decrescentes é uma escolha de modelação.

Número de fonte secundária

A maioria das estimativas de multiplicadores da despesa pública fica entre 0,6 e 1. Os multiplicadores de alterações de impostos ficam entre -2 e -3.

No jogo: 0,8 variação do PIB por cada unidade de despesa pública adicional (curto prazo) (os estudos vão de 0,6 a 1).

Efeito de procura de curto prazo. Para impostos: subida de impostos equivalente a 1% do PIB reduz o PIB entre 2% e 3%.

Número verificado no estudo

Hierarquia dos impostos pelo dano ao crescimento: IRC é o mais prejudicial, depois IRS, depois consumo, e por fim os impostos recorrentes sobre imóveis. Passar 1% da receita fiscal de impostos sobre o rendimento para consumo e imóveis, sem mudar a receita total, aumenta o PIB per capita de longo prazo entre 0,25 e 1 p.p.

No jogo: 0,5 % de PIB per capita de longo prazo por 1% da receita transferida de rendimento para consumo/imóveis (os estudos vão de 0,25 a 1).

Os impostos sobre consumo são menos progressivos: o jogo deve refletir o custo em equidade (efeito separado, a pesquisar).

Número verificado no estudo

Os países que liberalizaram o comércio (1950-98) cresceram em média ~1,5 p.p. por ano mais do que antes. O investimento subiu 1,5 a 2 p.p. do PIB e o comércio em ~5 p.p. do PIB. Grande variação entre países.

No jogo: 1 p.p. de crescimento anual adicional após liberalização (os estudos vão de 0 a 1,5).

Setores protegidos (têxtil, por exemplo) perdem emprego no curto prazo.

Conversão nossa, a afinar

Controlo sintético para os alargamentos de 1973 a 2004: em média, o rendimento per capita ficou ~10% acima do que seria fora da Comunidade nos primeiros 10 anos. Os efeitos são positivos para a maioria dos países, mas houve um caso negativo, ligado à gestão das contas públicas.

No jogo: 0,12 diferença proporcional de PIB per capita 10 anos após a adesão (os estudos vão de -0,17 a 0,18).

O caso grego mostra que o efeito pode ser negativo. No jogo, o resultado depende de qualidade institucional, disciplina orçamental e uso dos fundos europeus (a calibrar). Valores por país (usados no motor): Portugal +11,7% aos 5 anos e +16,5% aos 10; Espanha +9,3% e +13,7%; Grécia -11,6% e -17,3%. Não são mostrados no jogo para não revelar o futuro.

Número verificado no estudo

Controlo sintético para 12 países da zona euro, efeito no PIB em 2007: Portugal -12,2%, a mediana dos 12 países -5,2%, Espanha +3,9%, Irlanda +39%. Em Portugal, a perda veio sobretudo do consumo privado e das exportações líquidas.

No jogo: -0,05 diferença proporcional de PIB per capita ~8 anos após a adesão (os estudos vão de -0,12 a 0,04).

Valores em percentagem do PIB lidos na tabela 7 do estudo. Central: mediana dos 12 países, e não o valor de Portugal, porque o jogo não modela a descida dos juros que o euro trouxe (quem fica fora paga um prémio de juro). Mínimo: Portugal. Máximo: Espanha, o país mais parecido que ganhou. Não é mostrado no jogo para não revelar o futuro.

Número verificado no estudo

Meta-análise de 994 estimativas de 36 estudos (Balima e Sokolova, 2021): em média, um programa do FMI sobe o crescimento em 0,36 p.p., mas 90% das estimativas ficam entre -1,50 e +2,70. Em amostras com países desenvolvidos, a meta-regressão dá +0,91. Entre 2 e 9 anos depois, a média é perto de zero (-0,07); a mais de 10 anos é claramente positiva.

No jogo: 0,36 p.p. de crescimento anual médio nos 5 anos seguintes face a recusar (os estudos vão de -1,5 a 0,91).

Central: média das 994 estimativas (tabela 1). Mínimo: percentil 5. Máximo: a estimativa para amostras que incluem países desenvolvidos, como Portugal. Recusar o programa em crise de balança de pagamentos tem custos próprios (desvalorização, corte de financiamento) que o motor calcula à parte.

Número verificado no estudo

Privatizar empresas em mercados com concorrência sobe a produtividade, mas menos do que se pensava quando se controla quem é escolhido para privatizar: +15% na Roménia, +8% na Hungria, +2% na Ucrânia e -3% na Rússia (Brown, Earle e Telegdy). Nas empresas de eletricidade e água os ganhos foram limitados sem concorrência e reguladores (Estrin e Pelletier, 2018). Não há evidência robusta de um efeito próprio no crescimento do país. Em 1975 as empresas nacionalizadas valiam cerca de 10,6% do valor acrescentado (Pinho, 1976).

No jogo: 0,8 % do PIB a prazo (ganho de produtividade x peso das empresas que mudam de dono), em 10 anos (os estudos vão de 0,2 a 1,5).

O intervalo 0,2 / 0,8 / 1,5% do PIB é conversão nossa: ganho de produtividade dos estudos vezes o peso das empresas nacionalizadas (cerca de 10% do valor acrescentado). Metade do ganho se se abrirem os setores à concorrência e se criarem reguladores sem vender. O despedimento a seguir à privatização é discutido (rejeitado num estudo, 78% das empresas a cortar emprego noutro): +0,1 p.p. de desemprego durante 3 anos, modelação nossa.

Conversão nossa, a afinar

Cerca de 100 países, 1960-90: mais 10 p.p. de inflação média reduz o crescimento real per capita em 0,2 a 0,3 p.p. por ano e o investimento em 0,4 a 0,6 p.p. do PIB. Só é significativo quando se incluem episódios de inflação alta. Mantido 30 anos, baixa o PIB em 4% a 7%.

No jogo: -0,25 p.p. de crescimento anual por cada +10 p.p. de inflação média (os estudos vão de -0,3 a -0,2).

Aplicar só acima de ~10% a 15% de inflação; abaixo disso o efeito não é significativo.

Número verificado no estudo

Estimativa do FMI (60 economias, 30 anos): uma depreciação real de 10% aumenta as exportações líquidas em ~1,5% do PIB em média, metade por mais exportações e metade por menos importações, quase tudo em 12 meses. O relatório do setor externo do FMI de 2019 dá um efeito de curto prazo bem menor (~0,3% do PIB). Com muita dívida em moeda estrangeira, a desvalorização pode ser contracionista.

No jogo: 0,9 % do PIB de exportações líquidas por depreciação real de 10% (os estudos vão de 0,3 a 1,5).

Aumenta a inflação importada. O efeito real desaparece se os salários acompanharem a inflação. Só disponível antes do euro.

Número de fonte secundária

A elasticidade do produto face ao stock de I&D varia entre 0,01 e 0,25, centrada em ~0,08. Os retornos privados do I&D são positivos e acima dos do capital comum; os retornos sociais são ainda maiores, mas imprecisos. O I&D público é menos produtivo em termos privados do que o I&D empresarial.

No jogo: 0,08 elasticidade da produtividade face ao stock de I&D (os estudos vão de 0,01 a 0,15).

Precisa de capital humano para absorver (efeito menor com escolaridade baixa). O stock de I&D deprecia ~15% a 20% por ano.

Número verificado no estudo

85 países: mais 10 p.p. na taxa efetiva de IRC do primeiro ano reduz o investimento agregado em ~2 p.p. do PIB (média 21%) e a taxa de criação de empresas em 1,4 p.p. (média 8%). Também se associa a menos investimento estrangeiro e a mais economia informal.

No jogo: -2 p.p. do PIB de investimento por +10 p.p. de taxa efetiva de IRC (os estudos vão de -2,5 a -1).

Estudo transversal (comparação entre países), por isso o mínimo do intervalo é mais prudente.

Número verificado no estudo

184 países, 1960-2010: as democratizações aumentam o PIB per capita em ~20% no longo prazo (cerca de 25 a 30 anos), através de mais investimento em capital, escolaridade e saúde.

No jogo: 0,2 diferença proporcional de PIB per capita no longo prazo (os estudos vão de 0,1 a 0,25).

Já incorporado no ponto de partida de 1974: Portugal começa a democracia nesse ano. Serve para calibrar a tendência de base e o risco se a estabilidade democrática for posta em causa (1975).

Número verificado no estudo

Uma melhoria de 1 desvio-padrão no índice de corrupção associa-se a mais 2,9 p.p. do PIB de investimento. Replicações apontam um instrumento fraco e efeitos no crescimento que desaparecem quando se controla o investimento.

No jogo: 2 p.p. do PIB de investimento por +1 desvio-padrão de qualidade institucional (os estudos vão de 1 a 2,9).

Evidência contestada: intervalo prudente. O canal é o investimento, não o crescimento direto.

Número de fonte secundária

Não há um limiar universal de dívida, mas a dívida a subir trava o crescimento: nos coeficientes de longo prazo, cada 1% de subida do rácio da dívida tira 0,03 a 0,15 pontos de crescimento, e uma dívida alta em descida não tem penalização (Chudik et al.). Por cada 10 pontos de dívida inicial a mais, o crescimento anual é cerca de 0,2 pontos mais baixo (0,15 nas economias avançadas), com efeito significativo só acima de 90% do PIB (Kumar e Woo).

No jogo: -0,06 p.p. de crescimento por 1% de subida do rácio da dívida (acima de 60% do PIB) (os estudos vão de -0,03 a -0,1).

No jogo: a subida da dívida acima de 60% do PIB conta com o coeficiente de Chudik et al.; o nível acima de 90% conta com metade do efeito de Kumar e Woo (-0,0075 p.p. de crescimento por ponto), para não contar duas vezes. Ambos face ao Portugal real.

Número verificado no estudo

Em média, melhorar o saldo orçamental em 1 p.p. do PIB associa-se a uma melhoria da balança corrente de 0,2 a 0,3 p.p. do PIB. A relação é tão forte em economias emergentes como nas avançadas, e mais forte quando a economia está acima do potencial.

No jogo: 0,25 p.p. do PIB de balança corrente por 1 p.p. do PIB de saldo orçamental (os estudos vão de 0,2 a 0,3).

Liga as contas públicas ao risco de crise externa (FMI).

Número de fonte secundária

México: o turismo aumentou o PIB real local de longo prazo nos municípios costeiros, com efeitos positivos até na indústria. A nível nacional, parte do ganho é compensada por perdas noutras regiões; o ganho agregado vem sobretudo da integração de mercados.

No jogo: 0 qualitativo (os estudos vão de 0 a 0).

O jogo usa um ganho pequeno no PIB (provisório) e o custo na habitação.

Número de fonte secundária

Alemanha, linha de alta velocidade Colónia-Frankfurt: aumento de ~8,5% no PIB dos três concelhos com paragens intermédias. Elasticidade do produto face ao potencial de mercado de 12,5%; o efeito cai para metade a cada 30 minutos de viagem.

No jogo: 0 aumento proporcional do PIB nacional no longo prazo (conversão provisória do efeito local) (os estudos vão de 0 a 0,01).

No jogo: +0,4% do PIB nacional no longo prazo (os ganhos locais são em parte tirados a outros concelhos; em Espanha, Albalate e Bel encontram pouco uso para o custo). Ver docs/pesquisa/dilemas_lote3.md.

Conversão nossa, a afinar

EUA: aeroportos maiores aumentam o emprego local nos serviços transacionáveis (elasticidade de ~0,22 face à dimensão do aeroporto), sem efeito mensurável na indústria. Para o emprego local total, a elasticidade é de ~0,04.

No jogo: 0,01 aumento proporcional do PIB nacional no longo prazo com um aeroporto de capacidade duplicada (conversão provisória) (os estudos vão de 0 a 0,01).

Conversão provisória: elasticidade de 0,04 do emprego regional, região de Lisboa ~1/3 do país. Mais voos aumentam as emissões.

Conversão nossa, a afinar

34 países da OCDE, 1985-2013: ser membro da UE aumenta, em média, a entrada de investimento direto estrangeiro em 28% a 30%. O resultado é robusto a diferentes métodos (gravidade e controlo sintético), amostras e períodos.

No jogo: 0,28 aumento proporcional do investimento estrangeiro por ser membro da UE (os estudos vão de 0,23 a 0,3).

Um estudo sobre os novos membros de leste encontra ~23%.

Número verificado no estudo

69 países em desenvolvimento: o investimento direto estrangeiro é um canal importante de transferência de tecnologia e contribui mais para o crescimento do que o investimento nacional, mas só quando o país tem um nível mínimo de capital humano. Também puxa o investimento das empresas nacionais (mais do que um para um).

No jogo: 1 prémio de produtividade do capital estrangeiro face ao nacional, com capital humano acima do limiar (provisório) (os estudos vão de 0,5 a 1,5).

Limiar no jogo: absorção nula com 5 anos de escolaridade média e total com 8 (conversão provisória do limiar do estudo, medido em ensino secundário masculino).

Conversão nossa, a afinar

Indústrias de 12 países da OCDE: a investigação tem duas faces, inovar e absorver a tecnologia dos líderes, e o capital humano tem um papel grande no crescimento da produtividade. Nos fundos europeus, só cerca de 30% das regiões transformam as transferências em crescimento: com capital humano acima da média o efeito é de cerca de 1,1 pontos de crescimento, abaixo da média cerca de 0,2 (não significativo). As regiões portuguesas quase nunca têm efeito positivo significativo.

No jogo: 0,2 fração do efeito pleno da investigação com escolaridade baixa (os estudos vão de 0,2 a 0,3).

No jogo, o efeito da investigação vai de 20% (escolaridade média até 5 anos) a 100% (8 anos ou mais) do valor central. Os anos de referência são escolha nossa.

Número verificado no estudo

Índice de contestação social baseado em notícias, para muitos países: depois de um episódio, o PIB fica em média 0,2 pontos percentuais abaixo do esperado seis trimestres depois; depois de um grande episódio, cerca de 1 ponto (2 a 3 pontos na estimativa por variáveis instrumentais). Instituições fortes e margem orçamental atenuam o efeito.

No jogo: 0 perda proporcional do PIB por episódio grave de contestação (os estudos vão de 0 a 0,01).

No jogo, um ano com tensão alta conta como episódio; a perda desvanece 30% por ano.

Número verificado no estudo

71 países, 1960-85: a desigualdade aumenta a instabilidade sociopolítica, e a instabilidade reduz o investimento, porque torna o ambiente político e económico menos previsível.

No jogo: 0 qualitativo (os estudos vão de 0 a 0).

No jogo: a tensão acima do limiar reduz o investimento nacional e estrangeiro, e o aumento da desigualdade aumenta a tensão (magnitudes provisórias).

Número de fonte secundária

Painel de países: as contrações não são seguidas de recuperações rápidas que compensem a queda. Em média, o produto perdido face à tendência não é recuperado; as crises políticas e financeiras têm custos permanentes no produto.

No jogo: 0,15 parte de cada ano de hiato negativo do produto que fica como perda permanente (provisório) (os estudos vão de 0,1 a 0,2).

Só se aplica a quedas (hiato negativo). A conversão para o jogo é provisória.

Conversão nossa, a afinar

Meta-análise de 4 871 respostas a choques de juros em 409 estudos: depois de corrigir o viés de publicação, uma subida de 1 ponto (100 pontos base) na taxa de juro do banco central dificilmente baixa o produto mais de 0,5% e os preços mais de 0,25%. Sem a correção, a média dos estudos dá cerca de 1% no produto.

No jogo: 0,5 % do produto a menos por cada ponto de taxa de juro acima do real, enquanto se mantém (os estudos vão de 0,25 a 1).

Só com moeda própria: com o euro, a taxa é decidida pelo BCE e a alavanca desaparece.

Número verificado no estudo

Meta-análise de 25 estudos, com as elasticidades recalculadas na mesma definição: cada ponto a menos na taxa de imposto sobre as empresas aumenta o investimento estrangeiro em cerca de 3,3%. Os estudos variam muito, conforme os dados de investimento e as taxas usadas. Nos países de leste, com taxas efetivas, a estimativa sobe para cerca de 4,3%.

No jogo: 0,03 aumento proporcional do investimento estrangeiro por cada ponto a menos de IRC (os estudos vão de 0,02 a 0,04).

O mínimo é uma redução prudente, pela dispersão dos estudos.

Número de fonte secundária

Nos censos de 1970 a 2001, a parte das casas portuguesas sem eletricidade, sem água canalizada e sem esgotos encolheu à medida que crescia o stock de capital público: por cada 10% de capital a mais, a parte em falta diminuiu cerca de 20%, 14% e 9%, respetivamente.

No jogo: 1 parte da relação dos censos que o jogo atribui ao investimento público (1 = toda) (os estudos vão de 0,5 a 1).

É uma relação histórica e não um efeito medido: parte da expansão das redes pode ter vindo do rendimento das famílias e das câmaras. O mínimo atribui metade ao investimento público. Valores dos censos de 1970 a 2001 lidos no gráfico 4.2 da publicação do INE, que batem com o texto a 0,1 pontos.

Conversão nossa, a afinar

Na Suécia, as crianças que tiveram refeições escolares gratuitas e nutritivas durante toda a primária ganharam mais 3% ao longo da vida, com os maiores ganhos nas famílias pobres. Os benefícios foram quase quatro vezes o custo.

No jogo: 0,02 rendimento quando toda a população ativa comeu na escola (os estudos vão de 0,01 a 0,03).

O central é metade do efeito sueco, porque em Portugal os alunos mais pobres já têm refeições apoiadas pela ação social escolar.

Conversão nossa, a afinar

Em 151 países, uma subida de tarifas de 3,6 pontos reduz o produto em cerca de 0,4% ao fim de 5 anos (0,119% por ponto) e a produtividade em 0,9%; o efeito no saldo comercial é pequeno e não significativo, porque a moeda se valoriza e o consumo cai. Portugal usou sobretaxas de 20% a 30% a partir de 1975 e o défice externo chegou mesmo assim a um recorde em 1977.

No jogo: -0,12 % de produto ao fim de 5 anos por 1 p.p. de tarifa (os estudos vão de -0,05 a -0,18).

No jogo: no primeiro ano a sobretaxa corta importações (cerca de 0,03 p.p. do PIB por ponto, que desaparece depois), rende receita ao Estado e sobe os preços. Só com moeda própria e antes da entrada na CEE (mercado comum). Alívio e receita: modelação nossa; custo em produto: Furceri et al.

Número verificado no estudo

Cada instrumento macroprudencial a mais associa-se a uma melhoria do saldo corrente de 0,37 pontos do PIB (42 países, incluindo Portugal), mais forte nos países com défice. Limites ao valor do empréstimo (LTV) reduzem o crescimento do crédito à habitação em 2,9 pontos e limites à prestação (DTI) em 4,3; os preços das casas sobem menos 1,5 e 2,3 pontos.

No jogo: 0,37 p.p. do PIB de saldo corrente por cada instrumento (os estudos vão de 0,2 a 0,5).

Quem paga: famílias que compram casa, sobretudo jovens (entrada maior), e bancos. Funcionam pior nas recessões e parte do crédito foge para o estrangeiro. Descontentamento: modelação nossa.

Número verificado no estudo

Usando a queda dos custos do transporte aéreo como experiência natural, o comércio aumenta o rendimento com uma elasticidade de cerca de metade: mais 10% de comércio, cerca de mais 5% de rendimento a prazo.

No jogo: 0,5 elasticidade do rendimento ao comércio (longo prazo) (os estudos vão de 0,25 a 0,75).

No jogo só se aplica às exportações a mais da promoção de exportações, chega em cerca de 15 anos e o mínimo e o máximo são nossos.

Número verificado no estudo

A despesa pública mexe muito mais com a economia nas recessões do que nas expansões (multiplicador perto de zero em expansão, segundo Auerbach e Gorodnichenko; outros não encontram diferença). O maior hiato positivo de Portugal desde 1970 foi de 8% do PIB potencial em 1972 e de 5,2% em 1990. Em Portugal, 29% do consumo privado é importado (2005).

No jogo: 6 hiato do produto máximo (% do PIB potencial) (os estudos vão de 5 a 8).

No jogo: acima de um hiato de 4% (ou do que o país real já tinha), a procura a mais não dá produto: 29% vai para importações e o resto pressiona os preços (0,25 pontos de inflação por ponto de procura a mais, metade no euro). Valores de capacidade e inflação: modelação nossa.

Número verificado no estudo

Os bancos públicos emprestam de forma menos ligada ao ciclo: são cerca de 50% menos pró-cíclicos (Micco e Panizza, 2006), e no Brasil cada 10 pontos a mais de agências públicas amorteceram a queda do PIB local em 0,34 a 0,51% na crise de 2008 (Coleman e Feler). Em tempos normais emprestam pior: nos países com mais bancos públicos a produtividade cresce mais devagar (La Porta, Lopez-de-Silanes e Shleifer, 2002), numa correlação entre países que aqui só serve de limite.

No jogo: 25 % a menos de queda do PIB nos anos de crise com a banca pública (os estudos vão de 10 a 40).

No jogo: com a banca toda pública, as subidas e descidas do ciclo (o hiato do produto da Comissão Europeia) ficam 25% menores, em qualquer ano, e as crises que o país real não teve custam menos 25%; a produtividade cresce menos 0,05 p.p. por ano (mínimo e máximo: -0,02 e -0,1). Tudo face ao Portugal real, que teve a banca toda pública de 1975 a 1988 e, fora desses anos, a CGD (18,2% do crédito às empresas em 2013).

Número verificado no estudo

Nos EUA, mais 1% de emprego por imigrantes aumenta o rendimento por trabalhador em cerca de 0,5%, sem tirar emprego aos nativos (Peri, 2012). Nas economias avançadas, mais 1 ponto de imigrantes na população adulta pode subir o PIB por pessoa até 2%, e sobe o rendimento médio tanto dos 90% de baixo como dos 10% de cima (Jaumotte, Koloskova e Saxena, FMI, 2016). Em contrapartida, as rendas e os preços das casas sobem cerca de 1% por cada 1% de população que chega a uma cidade (Saiz, 2007).

No jogo: 0,5 % de PIB por pessoa por 1 ponto de imigrantes na população, a prazo (os estudos vão de 0 a 2).

No jogo: o ganho chega em 5 a 10 anos e só com emprego (desce a zero com desemprego de 12%; forma nossa). O central é o de Peri; o máximo o do FMI. Nas casas, metade do efeito de Saiz (+0,5% por 1% de população), provisório. Fechar as fronteiras com pleno emprego perde o mesmo ganho.

Conversão nossa, a afinar

Seis ensaios aleatórios em seis países: "None of the six studies finds a statistically significant increase in total household income"; os efeitos são "modestly positive, but not transformative".

No jogo: 0 variação proporcional do rendimento (os estudos vão de 0 a 0).

Custo de 0,02% do PIB por ano (conversão nossa).

Número verificado no estudo

Em 1970-2010, depois de um incumprimento da dívida pública o PIB fica cerca de 2,9% abaixo logo no primeiro ano, 4,1% no segundo, e a perda cresce até 4,8% ao quinto ano e desfaz-se devagar: ao décimo ano ainda é de 1,7%. Com uma crise bancária a seguir, chega a 9,5%. Os governos que entram em incumprimento perdem cerca de 16 pontos de apoio eleitoral.

No jogo: 4,8 % do PIB perdido no pico (5.º ano) depois de recusar a ajuda e deixar de pagar (os estudos vão de 2,8 a 9,5).

No jogo: recusar o FMI (ou a UE) numa crise segue este percurso do PIB, por cima da crise: -2,9% no primeiro ano, -4,1% no segundo, -4,8% no quinto, -1,7% do décimo em diante. Recusar duas vezes leva à bancarrota no ano seguinte.

Número verificado no estudo

Organizar um grande torneio traz turistas no ano do evento, mas o efeito não dura. Em 2004, as receitas do turismo em Portugal subiram 7,7%, embora as dormidas de estrangeiros nos hotéis tenham descido 0,9%. Nos países da OCDE, os grandes eventos sobem as chegadas cerca de 3% no ano; em França (1998) não se viu efeito e na Alemanha (2006) o ganho líquido foi de 0,03% do PIB.

No jogo: 0,02 aumento proporcional das receitas do turismo no ano do torneio (os estudos vão de 0 a 0,05).

Número de fonte secundária

Nos estudos sobre grandes eventos desportivos, o efeito no produto e no emprego do país anfitrião é perto de zero, e os estádios novos raramente pagam o que custam. O Tribunal de Contas pôs o encargo público do Euro 2004 em 504,8 milhões de euros nos empreendimentos públicos e em pelo menos 1,04 mil milhões no total.

No jogo: 0 efeito no PIB (os estudos vão de 0 a 0).

Número verificado no estudo

Emprego

Evidência dividida. Cengiz et al. (2019): sem perda de empregos com salários mínimos entre 37% e 59% do salário mediano (EUA, 138 aumentos, 1979-2016). Neumark e Shirley (2022): a maioria das estimativas publicadas é negativa; elasticidade média preferida de cerca de -0,15 para jovens e pouco qualificados.

No jogo: -0,05 elasticidade do emprego dos trabalhadores afetados face ao salário mínimo (os estudos vão de -0,15 a 0).

Abaixo de ~60% do salário mediano: usar o intervalo. Acima disso, fora da evidência: o efeito negativo deve crescer e a incerteza alargar. Efeito positivo nos salários baixos e na desigualdade (a quantificar).

Número verificado no estudo

Áustria: subir a idade da reforma antecipada (60→62 nos homens, 55→58,25 nas mulheres) aumentou o emprego dos afetados em 9,75 p.p. (homens) e 11 p.p. (mulheres), mas o desemprego também subiu 12,5 p.p. e 11,8 p.p.: grande parte das pessoas passou da reforma para o subsídio de desemprego.

No jogo: 0,1 aumento da taxa de emprego dos grupos afetados por subida da idade de reforma de ~2 a 3 anos (os estudos vão de 0,07 a 0,11).

Efeito maior em trabalhadores saudáveis e de salários altos. Parte da poupança em pensões passa para despesa com subsídio de desemprego (efeito de transbordo de ~12 p.p.).

Número de fonte secundária

Alemanha (regressão descontínua, 20 anos de dados): cada mês adicional de duração potencial do subsídio aumenta o tempo sem emprego em cerca de 0,1 meses. Áustria: valor semelhante (0,09). O efeito é um pouco menor nas recessões, e o benefício social das extensões é maior nas recessões.

No jogo: 0,1 meses adicionais de não-emprego por cada mês adicional de duração potencial do subsídio (os estudos vão de 0,05 a 0,15).

Em recessão, o custo de incentivo é menor e a proteção vale mais. Contabilizando o percurso completo, o efeito cai ~25%.

Número verificado no estudo

A proteção no emprego tem um efeito negativo moderado no emprego, que os contratos temporários podem compensar. Mas isso cria um mercado dual (efetivos protegidos e precários), com custos de motivação e produtividade menos bem estabelecidos. Países com despedimentos difíceis também tendem a restringir os contratos a prazo.

No jogo: 0 qualitativo: menos fluxos de emprego, mais segmentação (os estudos vão de 0 a 0).

No jogo: proteção alta reduz despedimentos em recessão mas aumenta a duração do desemprego e a percentagem de precários. Magnitude por calibrar.

Conversão nossa, a afinar

Meta-análise de 345 estimativas: mais 1 p.p. de imigrantes na população ativa reduz os salários dos nativos em 0,119% em média (mediana -0,037%). Duplicar a proporção de imigrantes de 5% para 10% baixa os salários em ~0,6%. Efeito menor na UE (-0,054) do que nos EUA (-0,157).

No jogo: -0,05 % de salário dos nativos por +1 p.p. de imigrantes na população ativa (os estudos vão de -0,16 a -0,04).

Central: a média dos estudos europeus (-0,054); mínimo: a média dos EUA; máximo: a mediana de todos os estudos. Na desigualdade conta pouco: a imigração explica cerca de 5% da subida da desigualdade salarial nos EUA em 1980-2000 (Card, 2009). Efeito concentrado nos trabalhadores com qualificações semelhantes às dos imigrantes.

Número verificado no estudo

Em 20 economias avançadas (1980-2011), a lei de Okun é forte e estável. Para Portugal, cada 1% de produto abaixo do normal associa-se a +0,27 p.p. de desemprego (desvio-padrão 0,037): 0,22 até 1995 e 0,46 depois. Nos EUA o coeficiente é 0,45.

No jogo: -0,27 p.p. de desemprego por 1% de hiato do produto (os estudos vão de -0,46 a -0,22).

Central: Portugal em todo o período (tabela 5). Intervalo: Portugal antes e depois de 1995 (tabela 6). O jogo usa um só coeficiente para os 52 anos.

Número verificado no estudo

Chegadas grandes e rápidas de população ativa (cerca de 10% em três anos) tendem a ter efeitos pequenos no desemprego nacional quando a economia as absorve, mas podem pressionar os salários nas regiões onde se concentram.

No jogo: 0 qualitativo (os estudos vão de 0 a 0).

Base do dilema dos retornados (1975).

Número de fonte secundária

Com as estimativas da OCDE da taxa natural para 29 países, um ponto de desemprego acima (ou abaixo) da taxa natural durante um ano muda a taxa natural, no longo prazo, em 0,16 pontos no mesmo sentido. As descidas do desemprego deixam marcas maiores do que as subidas.

No jogo: 0,16 p.p. de desemprego permanente por cada p.p.-ano de desemprego cíclico (os estudos vão de 0,16 a 0,22).

O jogo usa o valor de base, igual nos dois sentidos. O intervalo é o do próprio estudo: 0,16 a 0,22 conforme as restrições de identificação (apêndice); com coeficientes médios por país dá 0,21, intervalo de confiança de 95% entre 0,16 e 0,25.

Número verificado no estudo

Em 2019, as filiais de empresas estrangeiras empregavam cerca de 553 mil pessoas em Portugal, 17% do pessoal das sociedades não financeiras, com um stock de investimento estrangeiro de cerca de 70% do PIB. Cada ponto do PIB de stock corresponde assim a cerca de 0,16% do emprego total.

No jogo: 0,05 p.p. de desemprego a menos por cada p.p. do PIB de stock de investimento estrangeiro a mais (os estudos vão de 0 a 0,16).

O jogo assume que um terço desses empregos é novo: o resto são compras de empresas que já existiam ou postos que saem de empresas nacionais. O máximo conta todos como novos.

Conversão nossa, a afinar

Parte dos trabalhadores por conta de outrem que ganham o salário mínimo em Portugal: cerca de 12% em 2010, 19% em 2016 e 25% em 2020 (relatórios do Ministério do Trabalho, GEP).

No jogo: 0,15 parte dos trabalhadores afetados por uma subida do salário mínimo (os estudos vão de 0,12 a 0,25).

Converte a perda de emprego dos trabalhadores afetados em pontos de desemprego.

Número de fonte secundária

Na Alemanha, a parte automática do Kurzarbeit (com regras fixas) reduz 21% as oscilações do desemprego; a parte decidida caso a caso parece não ter efeito. Em Itália, sem o regime de horário reduzido o desemprego teria sido quase 2 pontos mais alto na recessão, mas a produtividade total cerca de 2% mais alta. Custou cerca de 0,5% do PIB em 2013.

No jogo: 0,21 parte da subida do desemprego nas recessões que se evita (os estudos vão de 0,1 a 0,3).

O lay-off português existe desde 1983, mas é decidido caso a caso. O custo e a perda de produtividade por ponto de desemprego evitado vêm do caso italiano.

Número verificado no estudo

Nos EUA, cada 1000 dólares a mais de crédito fiscal (EITC) aumenta 7,3 pontos o emprego das mães sós e reduz 9,4 pontos a parte das famílias abaixo da linha de pobreza. A reforma de 1986 aumentou 1,4 pontos a participação no trabalho.

No jogo: 0,25 pontos de desemprego a menos com ~0,4% do PIB (os estudos vão de 0,1 a 0,4).

A conversão é nossa: os efeitos são grandes nos grupos abrangidos, que são uma parte pequena da população ativa. O efeito na desigualdade usa a mesma regra das outras transferências.

Conversão nossa, a afinar

Numa experiência aleatória na Dinamarca (2005-06), os desempregados com reuniões frequentes e acompanhamento desde o início encontraram emprego 30% mais depressa; a duração mediana do desemprego passou de 14 para 11,5 semanas.

No jogo: 0,05 redução proporcional da taxa de desemprego (os estudos vão de 0,02 a 0,09).

A conversão é nossa: menos 18% de duração, descontado o efeito de quem fica com o lugar de outro desempregado (Crépon et al. mostram esse efeito em França).

Conversão nossa, a afinar

Na Suécia, o corte de 11,1 pontos na contribuição dos patrões para os jovens (julho de 2007) aumentou o emprego jovem 2 a 3 pontos: de 1,0 ponto nas regiões com menos desemprego jovem a 3,4 nas que tinham mais.

No jogo: 0,25 pontos de desemprego a menos no total (os estudos vão de 0,1 a 0,4).

A conversão é nossa: os jovens são uma parte da população ativa. O custo é a receita da TSU perdida nesses contratos.

Conversão nossa, a afinar

A semana de 35 horas em França (1998) não criou emprego: comparando com a Alsácia-Mosela, onde a lei se aplicou de outra forma, os autores não encontram "significant difference in employment with the rest of France".

No jogo: 0 p.p. de desemprego (os estudos vão de -0,2 a 0,3).

Custo para o Estado com os apoios às empresas: 0,2% do PIB por ano (0 a 0,5, conversão nossa). Popular.

Número verificado no estudo

Em 12 países, pôr os mais velhos a reformar-se mais cedo não libertou empregos para os jovens: "no evidence that inducing older persons to leave the labor force frees up jobs for the young. If anything, the opposite is true".

No jogo: 0 p.p. de desemprego jovem (os estudos vão de 0 a 0,5).

Custo das pensões antecipadas: 0,6% do PIB por ano (0,3 a 1, conversão nossa). Popular.

Número verificado no estudo

As zonas empresariais da Califórnia, com benefícios fiscais para quem lá contratasse, "do not increase employment". Custavam cerca de 330 milhões de dólares por ano.

No jogo: 0 p.p. de desemprego (os estudos vão de 0 a 0).

Custo de 0,1% do PIB por ano (0,05 a 0,2, conversão nossa).

Número verificado no estudo

O prémio ao abate de carros velhos nos EUA (2009) só antecipou compras ("pulled forward") e não teve efeito "on employment, house prices, or household default rates". Custou 2,85 mil milhões de dólares.

No jogo: 0 sem efeito (os estudos vão de 0 a 0).

Custo único de 0,1% do PIB no ano em que se adota (conversão nossa). Popular.

Número verificado no estudo

Meta-análise de mais de 200 avaliações: "Public sector employment subsidies tend to have small or even negative average impacts at all horizons".

No jogo: 0 p.p. de desemprego depois do programa (os estudos vão de 0 a 0,1).

Custo de 0,2% do PIB por ano (0,1 a 0,3, conversão nossa). Popular.

Número verificado no estudo

Nos países da OCDE (1960-2006), pagar a saúde com seguro social (contribuições) em vez de impostos aumenta a despesa em saúde por pessoa em 3% a 4%, baixa a parte do emprego formal em 8% a 10% e o emprego total até 6%, sem efeito significativo na maior parte da mortalidade evitável. No Chile, as contribuições passaram por inteiro para os salários, sem efeito no emprego.

No jogo: 0,3 p.p. de desemprego, permanente, por manter as caixas de previdência (os estudos vão de 0 a 0,6).

No jogo: manter as caixas em 1979 sobe a despesa pública em saúde 3,5% (sem efeito na esperança de vida) e o desemprego 0,3 p.p. para sempre. As caixas já cobriam 97% da população em 1974. A conversão do emprego para desemprego português é escolha do jogo, entre o nulo de Gruber e o máximo de Wagstaff.

Conversão nossa, a afinar

Igualdade e pobreza

Efeito mecânico: o valor das pensões determina o rendimento dos idosos. Não precisa de estudo causal; o motor calcula-o pela distribuição de rendimentos e pelo custo orçamental.

No jogo: 0 contabilístico (os estudos vão de 0 a 0).

O custo cresce com o envelhecimento da população (modelo demográfico).

Conversão nossa, a afinar

20 países da OCDE: os impostos sobre o consumo são regressivos em proporção do rendimento, mas proporcionais ou ligeiramente progressivos em proporção da despesa. As taxas reduzidas em alimentação, água e energia têm um efeito progressivo pequeno e mal direcionado; as taxas reduzidas em livros, restauração e hotelaria chegam a ser regressivas. Transferências diretas protegem melhor os pobres.

No jogo: 0 qualitativo (distribuição calculada pelo motor) (os estudos vão de 0 a 0).

No jogo: taxas reduzidas custam receita e pouco ajudam a equidade; o mesmo dinheiro em transferências tem mais efeito no Gini.

Número de fonte secundária

Nos países da OCDE, impostos sobre o rendimento, contribuições e transferências em dinheiro reduzem a desigualdade do rendimento de mercado em pouco mais de 25% em média (de ~40% na Irlanda a ~5% no Chile). As transferências em dinheiro fazem a maior parte da redistribuição.

No jogo: 0,4 pontos de Gini a menos por +1 p.p. do PIB em transferências sociais em dinheiro (os estudos vão de 0,16 a 0,84).

Estimativa do próprio projeto (não é um estudo publicado). Estimado com os dados do projeto (21 países, 834 observações país-ano): redistribuição do SWIID (Gini de mercado menos Gini disponível) contra a despesa social pública em dinheiro (OCDE, via Our World in Data). Com efeitos fixos de país e de ano: 0,16 (erro-padrão 0,024), o limite prudente, atenuado porque grande parte da subida da despesa são pensões de uma população a envelhecer. Entre países: 0,84, o limite alto. Central: 0,4.

Conversão nossa, a afinar

Estimativa com os dados do projeto (16 países europeus, 1995-2024, 416 observações): cada ponto de Gini a mais associa-se a +0,75 pontos percentuais na taxa de risco de pobreza (pessoas com menos de 60% do rendimento mediano), comparando cada país consigo próprio ao longo do tempo. O efeito direto do desemprego não é significativo depois de contar com a desigualdade.

No jogo: 0,75 p.p. de pobreza por ponto de Gini (os estudos vão de 0,36 a 1,14).

Estimativa do próprio projeto (não é um estudo publicado). Intervalo de ± 2 erros-padrão agrupados por país (0,196). A série de Portugal antes de 1995 é estimada a partir do Gini.

Conversão nossa, a afinar

Repartição dos apoios estruturais por área em cada quadro: em 1989-1993, 36% para empresas, tecnologia e inovação, 24% para infraestruturas territoriais, 25% para formação; em 1994-1999 e 2000-2006, as infraestruturas territoriais sobem para 38% e 37% e a formação desce para 17%; em 2007-2013, 25% para infraestruturas territoriais e 23% para formação; em 2014-2020, 32% para empresas, 24% para recursos humanos e 20% para infraestruturas territoriais.

No jogo: 0 percentagem dos apoios de cada quadro por área de atuação (os estudos vão de 0 a 0).

No jogo: a repartição real é o ponto de partida do dilema dos fundos. As outras opções passam para uma área metade da parte que a história deu a cada uma das outras duas. Para 2021-2027 ainda não há dados: repete-se 2014-2020.

Número verificado no estudo

Na Noruega, a expansão do pré-escolar (cobertura de 10% para 28%) baixou o Gini dos rendimentos dessas crianças em adultas em 2,9% e a elasticidade intergeracional do rendimento em 2,5 pontos; os ganhos foram para os filhos de pais com rendimentos baixos (Havnes e Mogstad).

No jogo: -5,5 pontos de Gini por 100 p.p. de cobertura, nas gerações expostas (os estudos vão de -2,5 a -8).

Conversão nossa: 2,9% de um Gini de cerca de 34 por 18 pontos de cobertura dá -0,055 pontos por ponto de cobertura, que chega à população adulta aos poucos (20 a 60 anos depois).

Conversão nossa, a afinar

Preços e contas públicas

Revisão da literatura com dados fiscais: as estimativas de longo prazo mais fiáveis da elasticidade do rendimento tributável vão de 0,12 a 0,4, e os outros países ficam, na maioria, no mesmo intervalo. É mais alta nos rendimentos de topo.

No jogo: 0,25 variação % da base tributável por +1% em (1 - taxa marginal) (os estudos vão de 0,12 a 0,4).

Determina quanto da receita prevista se perde quando se sobe o IRS: com uma taxa marginal média de 30%, uma elasticidade de 0,25 perde cerca de um décimo da receita.

Número verificado no estudo

Em países de inflação alta e em desenvolvimento há uma forte associação entre défice e inflação (não nas economias avançadas de inflação baixa). Em 23 economias emergentes (1970-2000), cortar o défice em 1 p.p. do PIB reduz a inflação de longo prazo em 1,5 a 6 p.p., conforme a base do imposto inflacionário.

No jogo: 3 p.p. de inflação de longo prazo por cada 1 p.p. do PIB de défice financiado pelo banco central (os estudos vão de 1,5 a 6).

Relevante para Portugal antes do euro (anos 70 e 80, inflação acima de 20%). Com o euro esta alavanca desaparece.

Número de fonte secundária

Em 16 economias industrializadas (1955-88), bancos centrais mais independentes associam-se a inflação mais baixa e menos variável, sem efeito no crescimento real nem no desemprego. Estudos posteriores em painel acham a relação menos robusta.

No jogo: 2,5 p.p. de inflação a menos, com inflação de partida de 20% ou mais (proporcional abaixo disso) (os estudos vão de 1 a 4).

Walsh (New Palgrave): passar para a independência do Bundesbank associa-se a "a drop in annual average inflation of four percentage points" nos dados dos anos 70. Klomp e de Haan (2010) confirmam um efeito genuíno, com viés de publicação: por isso o central fica abaixo. Escala com a inflação de partida (conversão nossa).

Número de fonte secundária

25 países da OCDE, 2006-18: a contribuição orçamental líquida dos imigrantes é pequena, entre -1% e +1% do PIB na maioria dos países. Contando toda a despesa pública, é positiva em cerca de um terço dos países. Depende da idade, das qualificações e da taxa de emprego dos imigrantes.

No jogo: 0 % do PIB de saldo orçamental (os estudos vão de -1 a 1).

No jogo: 0,05 p.p. do PIB por cada 1% de imigrantes com emprego pleno, a descer com o desemprego até ficar negativa acima de 12% (forma contínua nossa, provisória). O emprego é o fator que mais conta (OCDE, 2013).

Número de fonte secundária

65 desinflações em 19 países da OCDE: para baixar a inflação de forma duradoura em 1 ponto perde-se, em média, 1,4% de um ano de produto (dados trimestrais; 0,8% com dados anuais, que suavizam a perda). As desinflações rápidas custam menos do que as lentas, e os países com contratos salariais curtos e mais flexíveis perdem menos.

No jogo: 1,4 % de um ano de produto perdido por cada ponto de inflação a menos (rácio de sacrifício) (os estudos vão de 0,8 a 2,9).

O máximo é a média mais alta por país no estudo (Canadá, dados trimestrais). A inflação baixada pelos juros fica baixa; com a entrada no euro passa a ser a do BCE.

Número verificado no estudo

Portugal: a fuga ao IVA (diferença entre o IVA devido e o cobrado) foi de 15,4% em 2012 e 15,7% em 2013, e caiu todos os anos até 9,6% em 2018; com outra metodologia, 9,5% em 2018, 4,0% em 2021 e 1,3% em 2022. A Comissão Europeia atribui a fuga baixa de Portugal, em parte, à fatura eletrónica. Brasil (São Paulo): um programa que dava aos consumidores um incentivo para pedirem fatura fez as lojas declarar pelo menos 21% mais vendas em quatro anos, e a receita líquida subiu 9,3%.

No jogo: 0,6 receita de IVA a mais, em p.p. do PIB, ao fim de 5 anos (os estudos vão de 0,3 a 0,8).

A queda da fuga em Portugal entre 2013 e 2018 (cerca de 6 pontos do IVA devido, perto de 0,6% do PIB) é um limite superior do efeito das faturas, porque a economia e outras medidas também contam. O efeito do Brasil aplicado ao IVA português (cerca de 8,5% do PIB) daria perto de 0,8%. O jogo usa 0,6% e a mesma subida em 5 anos que se viu em Portugal.

Conversão nossa, a afinar

Grécia: desde 2017, a dedução do IRS depende de gastar com cartão uma parte do rendimento. Com dados de 50 mil contribuintes, 92% declararam o mínimo exigido, mas muitos só aumentaram os valores na declaração; quem pagava pouco com cartão passou de 1% para 3,6% do rendimento em pagamentos eletrónicos. Cada ponto a mais de consumo pago com cartão traz cerca de 1% mais receita de IVA (Banco da Grécia, 2003-2016). Em Portugal, as compras com cartão passaram de 14,7% do consumo das famílias em 2001 para 30,4% em 2018 e 43,4% em 2025. Nos países onde o cartão já é comum, o ganho é menor (estudo da zona euro).

No jogo: 0,05 receita de IVA a mais, em p.p. do PIB, ao fim de 2 anos (os estudos vão de 0,02 a 0,1).

Cerca de 1 ponto a mais de consumo pago com cartão (um terço dos contribuintes, que sobem cerca de 2,6 pontos do rendimento) vezes 1% de IVA por ponto, sobre um IVA de cerca de 8,5% do PIB. Efeito pequeno: em Portugal, o uso do cartão e o cumprimento do IVA já são altos.

Conversão nossa, a afinar

Os juros da dívida pública sobem cerca de 2 a 5 pontos base por cada ponto de dívida acima de 60 a 65% do PIB, e 10 a 25 pontos base por cada ponto de défice (mais de 50 com más condições de partida). Na zona euro de 2000 a 2011 a subida acelera com a dívida (termo quadrático).

No jogo: 0,03 p.p. de juro por p.p. de dívida acima de 60% do PIB (os estudos vão de 0,02 a 0,05).

No jogo: prémio = 0,03 x (dívida - 60) + 0,0006 x (dívida - 60)² + 0,20 x (défice - 3), face ao prémio do Portugal real, e chega aos juros aos poucos, à medida que a dívida se renova (4 anos).

Número verificado no estudo

Nas mudanças da taxa normal do IVA, o repasse final para os preços é de cerca de 100% (Benedek et al.).

No jogo: 1 parte da subida do IVA que passa para os preços (os estudos vão de 0,7 a 1).

No jogo: 1 p.p. do PIB de IVA a mais sobe os preços em cerca de 1,5% (o consumo vale cerca de 65% do PIB; conta nossa).

Número verificado no estudo

Subsidiar a eólica custa 82 a 276 euros por tonelada de CO2 evitada (Alemanha e Espanha); a solar, 411 a 1944 euros (Abrell, Kosch e Rausch, 2019).

No jogo: 150 euros por tonelada de CO2 evitada (os estudos vão de 82 a 276).

O central (150) é o ponto médio do intervalo; conta nossa. No jogo entra como custo da reforma.

Número verificado no estudo

As grandes obras de transporte custam em média mais do que o previsto (ferrovia +44,7%, todas as obras de transporte +28%, em 258 obras) e demoram mais: em 195 obras de estrada e ferrovia de países da OCDE, o prazo passou o previsto em 42,7% em média (mediana 23%).

No jogo: 0,43 atraso em fração do prazo previsto (os estudos vão de 0,23 a 0,43).

No jogo: a derrapagem e o atraso descobrem-se ao fim de um terço da obra (escolha do jogo); a obra abre mais tarde e o custo total, já com a derrapagem, reparte-se pelos anos que faltam.

Número verificado no estudo

Comércio e crises externas

O que leva um país ao FMI é a dívida que o país inteiro tem lá fora (a posição externa líquida) junta com a necessidade de pedir mais (o défice externo), não a dívida pública. Em 61 crises externas de 1970 a 2011, o risco sobe a pique acima de 50% do PIB de dívida externa líquida e cerca de 2,4 pontos por cada ponto do PIB de défice externo. Nos países da OCDE de 1973 a 2022, 5,8% dos anos com dívida externa acima de 50% do PIB tiveram um pedido ao FMI nos dois anos seguintes (13,2% com défice externo acima de 6%), contra 2,2% em geral; com dívida pública alta a taxa não sobe (Bélgica, Itália e Japão nunca foram ao FMI). No euro, todos os pedidos chegaram com dívida externa de 90% do PIB ou mais. Recusar e deixar de pagar tira o crédito lá fora 3 a 4 anos (mediana) e custa cerca de 16 pontos de apoio ao governo.

No jogo: 2,4 p.p. de probabilidade de crise por 1 p.p. do PIB de défice externo (os estudos vão de 0 a 0).

No jogo, a regra está à vista no cartão "Contas com o exterior". Com moeda própria (e na CEE, onde empresta primeiro a Comunidade): dívida externa acima de 50% do PIB e défice externo acima de 6%; num ano de aperto mundial, basta ter reservas abaixo de 3% do PIB com o mesmo défice externo. No euro: dívida externa acima de 80%, défice externo acima de 4% (o limite da UE) e dívida pública acima de 90% (num ano de crise do euro, bastam as duas primeiras). Recusar: 4 anos sem crédito lá fora; recusar duas vezes: bancarrota. Os limiares são conversão nossa dos estudos, calibrados para darem as crises de 1977, 1983 e 2011 e nenhuma outra.

Número verificado no estudo

Nas agências de promoção de exportações de vários países, cada dólar de orçamento associa-se a cerca de 40 dólares de exportações na agência mediana, com rendimentos fortemente decrescentes: na estimativa mais prudente, o orçamento mediano explica 1,7% das exportações. Nas empresas apoiadas no Peru, as exportações cresceram 17% mais depressa, sobretudo com mercados e produtos novos.

No jogo: 1,7 % a mais de exportações com uma agência reforçada (os estudos vão de 0,5 a 4).

Custa cerca de 0,05% do valor das exportações por ano. O efeito chega em 1 a 3 anos (modelação nossa). Reforçar mais quase não acrescenta.

Número verificado no estudo

Segurança

Nas cidades médias e grandes dos EUA, de 1960 a 2010, depois de corrigir os erros de medição no número de polícias, a melhor estimativa da elasticidade dos homicídios face ao número de polícias é -0,67, com margem de ±0,48: mais 10% de polícias, cerca de 6,7% menos homicídios.

No jogo: 0,67 % de homicídios a menos por cada 1% de polícias a mais (elasticidade, em valor absoluto) (os estudos vão de 0,2 a 1,15).

Estudo feito nos EUA, onde há muito mais homicídios do que em Portugal. O jogo converte a despesa em polícias na proporção da despesa com serviços de polícia do país real (Eurostat, COFOG GF0301, cerca de 1% do PIB; antes de 1995 usa o valor de 1995).

Número verificado no estudo

Em 18 cidades norueguesas, cada hora a mais de abertura dos bares à noite aumentou as agressões cerca de 16%, e cada hora a menos reduziu-as na mesma medida. Na Nova Zelândia, o horário máximo nacional de 2013 reduziu 11% as agressões com internamento ao fim de semana.

No jogo: 0,05 redução proporcional dos homicídios (os estudos vão de 0,03 a 0,1).

A conversão é nossa: os estudos medem agressões, não homicídios, e só parte dos homicídios acontece à noite em zonas de bares.

Conversão nossa, a afinar

Revisão sistemática: 62 de 78 testes de policiamento concentrado nas zonas com mais crime registaram reduções de crime e desordem, com um efeito médio pequeno mas estatisticamente significativo. O crime não passou para as ruas vizinhas: também baixou nelas.

No jogo: 0,05 redução proporcional dos homicídios (os estudos vão de 0,02 a 0,08).

A conversão é nossa: o efeito médio é pequeno e Portugal já tem poucos homicídios.

Conversão nossa, a afinar

Nos EUA, a redução da exposição ao chumbo na infância explica uma parte importante da queda do crime violento nos anos 90: a elasticidade do crime violento face ao chumbo é de cerca de 0,8. O próprio estudo diz que o resultado para os homicídios não é robusto.

No jogo: 0,05 redução proporcional dos homicídios com toda a geração adulta jovem criada sem chumbo (os estudos vão de 0 a 0,15).

O mínimo é zero porque o efeito nos homicídios não é robusto. Portugal proibiu a gasolina com chumbo em 1999.

Conversão nossa, a afinar

Meta-análise de ensaios aleatórios: levar jovens em risco a visitar prisões aumenta a delinquência. "The intervention increases the odds of offending by between 1.6 and 1.7 to 1".

No jogo: 0,01 variação proporcional dos homicídios (os estudos vão de 0 a 0,03).

Quase sem custo. No jogo: homicídios +1% (0 a +3%, conversão nossa). Popular quando se adota.

Número verificado no estudo

Meta-análise das avaliações do programa de prevenção de drogas nas escolas com polícias: "D.A.R.E. is ineffective" (efeito de d = 0,023, não significativo). Nos EUA gastava-se cerca de três quartos de mil milhões de dólares por ano.

No jogo: 0 sem efeito (os estudos vão de 0 a 0).

Custo de cerca de 0,01% do PIB por ano (conversão nossa); nenhum efeito nos indicadores.

Número verificado no estudo

Prisão perpétua à terceira condenação (Califórnia, 1994): o crime total desceu, mas entre os que já tinham duas condenações "the probability of committing violent crimes increased by 9 percentage points". Custa quase 500 milhões de dólares por ano.

No jogo: 0 variação proporcional dos homicídios (os estudos vão de -0,03 a 0,03).

Custo de 0,1% do PIB por ano (conversão nossa). Evidência média: um documento de trabalho, sem ver os estudos que o contestam.

Número verificado no estudo

Ambiente

Nas cidades dos EUA, os quilómetros percorridos crescem quase na mesma proporção que a rede de estradas: cada estrada nova enche-se de tráfego novo.

No jogo: 0,07 variação das emissões por variação (em log) do stock de capital público (os estudos vão de 0 a 0).

Conversão do jogo: estradas cerca de um terço do capital público e transportes cerca de um quarto das emissões. Linhas de comboio reduzem emissões e entram à parte, no dilema do TGV.

Conversão nossa, a afinar

Suécia: as emissões de CO2 dos transportes caíram quase 11% face a um controlo sintético após o imposto de carbono e o IVA sobre combustíveis, a maior parte por causa do imposto de carbono. Uma replicação de 2024 estima -7,7% na Suécia e -2,4% (não significativo) na Noruega.

No jogo: -0,08 variação proporcional das emissões do setor abrangido, com um imposto ao nível sueco (os estudos vão de -0,11 a -0,02).

Custos de energia mais altos para famílias e empresas; efeito regressivo se não houver compensação.

Número verificado no estudo

O comércio europeu de licenças de emissão reduziu ~1,2 mil milhões de toneladas de CO2 entre 2008 e 2016, 3,8% face ao contrafactual, apesar dos preços baixos.

No jogo: -0,04 variação proporcional das emissões dos setores abrangidos ao fim de ~8 anos (os estudos vão de -0,05 a -0,02).

Só disponível como membro da UE (a partir de 2005).

Número verificado no estudo

30 anos de dados europeus: um imposto de carbono de 40 dólares por tonelada a cobrir 30% das emissões reduz as emissões acumuladas em 4% a 6%, sem efeito negativo no PIB nem no emprego (efeito nulo a ligeiramente positivo, impreciso).

No jogo: 0,05 redução proporcional das emissões totais por cada 40 $/t de imposto (cobertura de 30%) (os estudos vão de 0,04 a 0,06).

O efeito no PIB é estatisticamente indistinguível de zero; o jogo não aplica custo no PIB. A receita entra nas contas públicas.

Número de fonte secundária

No Reino Unido, o suplemento ao preço do carbono nas centrais (2013) reduziu as emissões do setor elétrico 20 a 26% por ano entre 2013 e 2017, face a um Reino Unido sintético sem a medida. O carvão quase desapareceu.

No jogo: 0,35 toneladas de CO2 por pessoa, com o carvão de 2013 (os estudos vão de 0,15 a 0,45).

A conversão é nossa: aplica a queda britânica às emissões das centrais a carvão de Sines e do Pego, que fecharam em 2021. O efeito encolhe com o carvão.

Conversão nossa, a afinar

Na Alemanha e em Espanha, as tarifas garantidas para a eólica evitaram CO2 a 82 a 276 euros por tonelada; para o solar, 411 a 1944. Nos EUA, as quotas de renováveis deixaram a eletricidade 11% mais cara sete anos depois e as emissões 10 a 25% mais baixas.

No jogo: 0,3 toneladas de CO2 por pessoa por cada 10 pontos de eólica no mix (os estudos vão de 0,2 a 0,45).

A conversão é nossa: cada 10 pontos de eólica substituem centrais a carvão e a gás. A série real de Portugal vem do Our World in Data: zero até 1993, 17% em 2010, 30% em 2024.

Conversão nossa, a afinar

Quando a Alemanha começou a fechar as centrais nucleares (2011), as emissões subiram 36,3 milhões de toneladas de CO2 por ano, porque o carvão ocupou o lugar, e a poluição do ar causou mais de 1100 mortes por ano. Em França, a primeira central da série (Fessenheim, 1978) custou 1,07 milhões de euros de 2010 por MW (Tribunal de Contas francês).

No jogo: 0,5 toneladas de CO2 por pessoa com 1000 MW (os estudos vão de 0,3 a 0,65).

A conversão é nossa: 1000 MW a trabalhar 80% do tempo dão ~7 TWh por ano, que substituem centrais a fuelóleo e a carvão. Não há estudo causal do plano francês. O custo de construção está a preços de 2010.

Conversão nossa, a afinar

População, casas e protestos

São Francisco: os senhorios abrangidos pelo controlo de rendas reduziram a oferta de arrendamento em 15% (vendendo ou reconvertendo). A mobilidade dos inquilinos caiu 20% e houve menos deslocação para fora da cidade. A versão de trabalho estima +5,1% nas rendas de mercado.

No jogo: -0,1 variação proporcional da oferta de arrendamento abrangida (os estudos vão de -0,15 a -0,05).

Benefício para os inquilinos atuais (estabilidade) e custo para os futuros (menos oferta, rendas mais altas). Portugal congelou rendas durante décadas, o que dá um dilema histórico real.

Número verificado no estudo

Quebeque: um subsídio por nascimento até 8.000 dólares canadianos aumentou a fecundidade em ~12% no total e ~25% para o terceiro filho. A resposta foi maior nas famílias de rendimento mais alto.

No jogo: 0,08 variação proporcional da fecundidade com um apoio generoso por nascimento (os estudos vão de 0,03 a 0,12).

Custo orçamental alto por nascimento adicional. Efeito sobre a população ativa só ~20 anos depois.

Número de fonte secundária

Estimativa com os dados do projeto (Portugal e 15 países europeus, 1974-2023, 800 observações): cada ponto percentual a mais de desemprego reduz a migração líquida em 0,51 por mil habitantes, comparando cada país consigo próprio ao longo do tempo. Estatisticamente significativo.

No jogo: -0,51 por mil habitantes por cada p.p. de desemprego (os estudos vão de -0,76 a -0,27).

Estimativa do próprio projeto (não é um estudo publicado). Intervalo de ± 2 erros-padrão agrupados por país (0,124).

Conversão nossa, a afinar

Mesma estimativa: rendimento per capita 10% mais alto face à mediana europeia associa-se a +0,31 por mil habitantes de migração líquida. Estimativa imprecisa (erro-padrão grande).

No jogo: 3,22 por mil habitantes por unidade de log do rendimento relativo (os estudos vão de 0 a 6).

Estimativa do próprio projeto (não é um estudo publicado). Imprecisa: o intervalo inclui zero.

Conversão nossa, a afinar

Os nacionais mudam-se muito menos por causa dos impostos do que os estrangeiros: a elasticidade do número de inventores nacionais à taxa líquida de imposto fica entre 0,04 e 0,06, a dos estrangeiros perto de 1,3 (Akcigit, Baslandze e Stantcheva). Na Dinamarca, um regime fiscal para estrangeiros bem pagos duplicou os que chegavam (elasticidade de 1,5 a 2 para estrangeiros, Kleven et al.).

No jogo: 0,05 elasticidade da migração qualificada face a (1 - taxa média de imposto) (os estudos vão de 0,03 a 1,75).

O IRS Jovem aplica-se sobretudo a portugueses: central e mínimo são os dos inventores nacionais; o máximo, o dos estrangeiros na Dinamarca.

Conversão nossa, a afinar

Cada ponto percentual a mais de casas em alojamento local num concelho aumenta os preços das casas em cerca de 3,7% (3,2% nas freguesias das grandes cidades), com efeitos concentrados nos centros históricos e zonas turísticas.

No jogo: 0,04 aumento proporcional dos preços das casas por +1 p.p. de alojamento local no parque habitacional (os estudos vão de 0,03 a 0,04).

Nos EUA o efeito médio nas rendas é bem menor (+0,018% por +1% de anúncios), maior onde há menos casas ocupadas pelos donos. No jogo: o alojamento local real é o do Registo Nacional (14 mil registos em 2014, 77 mil em 2018, 95 mil em 2020) sobre os alojamentos dos Censos, cerca de 1,6% do parque em 2020; quotas nos centros travam metade dos registos novos e a suspensão trava-os todos, cada nível acima de zero junta 25% e o parque anda metade da distância por ano (escolhas do jogo). Com mais ou menos turistas do que o país real, há mais ou menos alojamento local na mesma proporção (conversão nossa).

Número verificado no estudo

Europa, 1919-2008: os cortes na despesa pública são seguidos de mais contestação (motins, greves gerais, manifestações, assassinatos políticos), cerca de 9% a mais por ponto do PIB cortado (até cerca de 94% na estimativa por variáveis instrumentais); as subidas de impostos têm efeitos pequenos e não significativos. O efeito concentra-se nas democracias plenas. Noutro estudo, cada 1% do PIB de ajustamento orçamental sobe a contestação em cerca de 20%.

No jogo: 0 qualitativo: cortes pesam muito mais do que impostos (os estudos vão de 0 a 0).

No jogo: os impostos contam 30% do peso dos cortes na tensão; os cortes mantidos continuam a gerar tensão todos os anos (provisório).

Número de fonte secundária

A desigualdade e as dificuldades económicas aumentam a instabilidade sociopolítica (Alesina e Perotti).

No jogo: 0 qualitativo (os estudos vão de 0 a 0).

No jogo: cada ponto de pobreza acima do caminho base soma tensão (provisório).

Conversão nossa, a afinar

Em França, 50 a 80% do subsídio de habitação recebido pelas famílias pobres acabou absorvido pela subida das suas rendas (Fack).

No jogo: 0,65 parte do apoio absorvida pelas rendas (os estudos vão de 0,5 a 0,8).

No jogo: só 35% do apoio à habitação jovem chega à desigualdade e à emigração.

Número verificado no estudo

Alargar o controlo de rendas em São Francisco (1994) protegeu quem já lá vivia, mas os senhorios tiraram casas do arrendamento: "reduced rental housing supply by 15%, causing a 5.1% city-wide rent increase".

No jogo: 4 % nos preços e rendas das casas (os estudos vão de 2 a 6).

Sem custo para o Estado. Transfere dos futuros inquilinos para os atuais; na desigualdade, efeito incerto (central 0). Conversão nossa. Popular.

Número verificado no estudo

O empréstimo público para a entrada da casa no Reino Unido (2013) subiu os preços das casas novas em Londres "of roughly 6%" sem "appreciable effect on construction activity".

No jogo: 3 % nos preços das casas (os estudos vão de 0 a 6).

Custo de 0,1% do PIB por ano (0,05 a 0,2, conversão nossa). Popular.

Número verificado no estudo

Organizar um grande torneio de futebol sobe a satisfação com a vida no país anfitrião, um efeito grande (cerca de um terço do de perder o emprego, com o sinal contrário) mas que dura só um mês ou dois.

No jogo: 3 pontos de descontentamento a menos no ano do torneio (conversão do jogo) (os estudos vão de 0 a 5).

Conversão nossa, a afinar

Jogar o Desde Abril